19 Ago

Serenidade: cultivas a calmaria dentro de ti?

 
“Concedei-me Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar. Coragem para modificar as que eu posso. Sabedoria para distinguir uma das outras.” (Oração da Serenidade)
Trago até ti esta semana, altura em que muitos estão de férias com a sua família, o tema da Serenidade. A proposta é que reflitas nas tuas ações e na maneira como lidas com todos os que estão próximos de ti. Cultivas dentro de ti a paz que queres ver ao teu redor?
Serenidade não deve ser confundida com Procrastinação ou com passividade. Podes ser uma pessoa serena e ativa. Serenidade tem a ver com o modo como reages ou como ages.
Entendo que tudo o que é reação é desencadeado pelo ego. Dificilmente irás encontrar serenidade se reagires de forma acesa ao exterior.
Recorda que a paz começa contigo. Sempre. És tu que decides sempre como te sentes perante cada situação.
A serenidade está associada à tranquilidade e as duas são aliadas da paz de espírito. De facto, não pudendo nós mudar as circunstâncias podemos, no entanto, mudar a nossa perspetiva em relação às circunstâncias.
Serenidade é o sentimento daquilo que está tranquilo, é manso e suave.
A palavra serenidade tem a mesma raiz que o vocábulo sereno. Ambos vêm do latim “serenus”, que originou o termo “serenitas” e então serenidade. Significa calmo ou tranquilo, inicialmente associado ao clima, para depois ser direcionado a coisas e pessoas. Adicionado ao termo “serenitas” está o sufixo idade, uma variação do latim “itatis” que é um termo responsável por formar substantivos a partir de adjetivos.
Ter serenidade é expressar suavidade nas ações, mesmo diante de situações adversas e de conflitos. A serenidade está em grande parte associada à capacidade das pessoas em lidarem com situações e com outras pessoas, de forma dócil e sem influenciar o seu próprio emocional.
Aceitar a si mesmo, a vida e as pessoas como elas são, mantendo sempre uma atitude realista, positiva e sábia, em relação a tudo.
O termo serenidade costuma também estar associado à capacidade que algumas pessoas têm de lidar de forma dócil e tolerante com situações mais adversas, especialmente aquelas que não dependem de nós.
Muitas vezes, perdemos a tranquilidade sempre que nos angustiamos e perdemos a serenidade quando nos sentimos pressionados por expectativas que nós mesmos produzimos em relação aos nossos projetos. É necessário não sermos reféns de nós mesmos, evitando que os nossos sonhos e esperanças não se transformem em pesadelos e fontes de tensão e de deceções.
A serenidade corresponde a um estado de espírito no qual nos encontramos razoavelmente em paz, reconciliados com o que somos e temos e com a nossa condição de humanos falíveis e mortais. Deixarmo-nos de comparações inférteis permite-nos uma vida mais tranquila. A vida não é uma corrida. Não entres em competições.
Há um provérbio tibetano que podes adotar e que te irá permitir alcançar uma maior tranquilidade a partir de agora:
“Se o seu problema tem solução, então não há com que se preocupar. Se o seu problema não tem solução, toda a preocupação será em vão”.