26 Nov

Inteligência Emocional & Dualidade da Mente

Inteligência Emocional & Dualidade da Mente

A inteligência emocional é a capacidade que uma pessoa tem de lidar com as suas emoções. Quanto maior estabilidade emocional a pessoa tiver melhor vai saber lidar com os desafios que lhe aparecem. Ser equilibrado emocionalmente é ser assertivo e reconhecer que estamos a ser verdadeiros connosco mesmo e com os outros.
Uma emoção é a ativação de um programa cerebral face a uma situação. Muitas vezes esta ativação é feita de forma instintiva. Controlar este instinto é inteligência emocional. A sua experiência de vida é sobretudo emocional. A inteligência emocional permite-lhe saber como as emoções ocorrem em nós e o que devemos fazer para viver melhor. Cada pessoa tem um sistema emocional diferente. Há pessoas que têm um alto QI mas uma baixa Inteligência Emocional, pois não controlam as suas emoções.
A inteligência emocional é o equilíbrio entre o lado racional e o emocional. Com autoconhecimento consegue-se mais inteligência emocional.
A designação de inteligência emocional mais antiga remonta a Charles Darwin, que na sua obra referiu a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação. Embora as definições tradicionais de inteligência enfatizem os aspetos cognitivos, como memória e resolução de problemas, vários pesquisadores de renome no campo da inteligência estão a reconhecer a importância de aspetos não-cognitivos.
Uma das vantagens das pessoas com inteligência emocional maior, é a capacidade de se automotivarem, de seguirem em frente, mesmo diante de frustrações e desilusões. Pessoas com inteligência emocional são resilientes.
A Inteligência emocional também está relacionada com a “inteligência social”, presente na psicologia. Trata-se de um conceito criado pelo psicólogo Daniel Goleman. Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue identificar as suas emoções com mais facilidade.
Entre as características da inteligência emocional encontra-se a capacidade de controlar impulsos, de canalizar emoções para situações adequadas, de praticar a gratidão e de motivar as pessoas.
De acordo com Goleman, a inteligência emocional pode ser subdivida em cinco habilidades específicas:
• Autoconhecimento emocional
• Controle emocional
• Automotivação
• Empatia
• Desenvolver relacionamentos interpessoais (habilidades sociais)
Neste sentido, controlar as nossas emoções e sentimentos, com o intuito de conseguir atingir algum objetivo, atualmente, pode ser considerado com um dos principais trunfos para o sucesso pessoal e profissional. Por exemplo, uma pessoa que mesmo se sentido triste, ansiosa ou aborrecida, consegue concentrar-se no trabalho e finalizar todas as suas tarefas e obrigações é uma pessoa com boa inteligência emocional.
A inteligência emocional, para grande parte dos estudiosos do comportamento humano, chega mesmo a ser considerada mais importante do que a inteligência mental (o conhecido QI), para alcançar a satisfação em termos gerais.

Há alguns exercícios que pode fazer para desenvolver a sua inteligência emocional: meditação melhora o raciocínio e o autocontrole. Faça pausas e foque-se na sua respiração. Deixe o seu pensamento livre e observe-se a si mesmo. Cuide do seu humor. Escreva um diário de gratidão. Faça reflexões sobre o seu comportamento face a uma situação complexa. Viva o presente como se fosse um presente. Avalie os seus passos. Seja gentil para si mesmo.

A inteligência emocional permite-lhe viver com mais plenitude e tranquilidade!